segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cartas de Abril


Papel, caneta e uns recortes em forma de coração essas eram as primeiras coisas que marcavam as manhãs de abril. O sol ainda raiava alto, e na pequena mesa começava escrever os sonhos que tinham acontecidos na noite anterior.
Todas as noites eram difíceis, pois , todas elas eram marcadas por sonhos e em todos aqueles sonhos continham um mesmo alguém. Cada carta falava sobre um amor, sobre uma pessoa que foi embora sem ter escutado a verdade, sem ter escutado -eu te amo, do fundo da alma.
-Eu amo você, mas não sei onde você está agora. O medo de não te ver mais me consome a cada instante, eu queria que soubesse o quanto eu te amo, o quanto penso em você...Mas você se foi sem eu ter te dito isso . Esse é um trecho de uma das cartas.
Durante um mês , trinta cartas foram escritas, e todas aquelas cartas foram coladas no muro da casa onde morou a pessoa para qual se destinava elas com o intuito de algum dia se aquela pessoa voltasse, vesse o quanto ela ainda era amada, o quanto a sua presença ainda não tinha sido esquecida.
Mas aquela pessoa nunca voltou e as cartas ficaram lá sendo levadas pelo vento e eliminadas pela chuva...
Se ainda existe amor, se ainda ama alguém, não espere um, dois ou três meses para demonstrar isso, demonstre todo dia, toda hora, lute pela pessoa que amas , não deixe que tudo se transforme em cartas para serem levadas pelo vento.




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